9 de out de 2010

Quem é você?




DISCÍPULO


João 15: 8
As reuniões das igrejas locais em geral se compõem de quatro grupos distintos de pessoas:

O visitante, o freqüentador assíduo, o membro, o discípulo.

O visitante

Essas pessoas não fazem parte do grupo ou da Igreja. O visitante é aquele que vai a uma ou duas reuniões, porque é convidado. Os visitantes são sempre bem vindos porque mostram a saúde daquele grupo. Um grupo saudável, assim como uma igreja, sempre tem visitante.

O freqüentador assíduo
São pessoas que ainda não assumiram compromisso com o Senhor e com os irmãos, mas freqüentam o discipulado ou célula regularmente. Eles gostam de receber oração e apreciam a comunhão, mas quando desafiados ao batismo/ compromisso recuam. Esses possivelmente ainda não nasceram de novo, mas são importantes.

O membro
É aquele irmão que se batizou e que freqüenta o grupo/ discipulado há algum tempo, oito reuniões pelo menos.
Um membro ainda precisa se tornar um discípulo, mas isso só acontece quando ele aceita o desafio de ser um líder em treinamento, um discípulo do líder.

O Discípulo

O discípulo é a pessoa que tomou a sua cruz e segue a Cristo. Membros buscam a própria bênção, mas discípulos são alcançados pelas promessas! Discípulos entenderam que precisam fazer a vontade de Deus.

Um membro se torna discípulo no momento em que aceita se tornar um líder em treinamento. O líder em treinamento é discípulo do líder da grupo. Ser um discípulo de Cristo é caminhar no caminho do vencedor.

1. O discípulo é aquele que é comprometido com a Palavra de Deus (Jo 8: 31)

A base de edificação de um discípulo é o reconhecimento de Jesus como Rei. A partir daí a palavra de Deus é a base de sua vida.

A submissão é a condição básica do discipulado (Hb 13: 17; 2ª Ts 3: 14). Muitos temem abuso de autoridade por parte do discipulador. Mas ele precisa entender que é servo do discípulo e não o dono. Não temos discípulos os discípulos são de Cristo. Um discípulo pode discordar e até debater uma idéia com seu discipulador e mesmo assim manter um coração submisso. A palavra de um discipulador a seu discípulo pode ser em três níveis:

Da Palavra de Deus:
Evidentemente diante da Palavra de Deus a submissão de um discípulo deve ser completa e absoluta. Se um discípulo ignora a palavra de Deus podemos então afirmar que ele é rebelde.

De conselho
O discipulador tem mais experiência e está apto a dar um conselho. Mas ele não pode obrigar o seu discípulo a segui-los cegamente.
Um discípulo, porém, que nunca aceita um conselho do seu discipulador é orgulhoso e auto-suficiente. Apesar dele não ser necessariamente rebelde, não é ensinável e dificilmente pode ser edificado. Por exemplo: "Olha! Eu já vivi essa experiência e não foi agradável, se eu fosse você não faria tal coisa." Isso é um conselho de quem se preocupa.

Da opinião
O terceiro tipo de palavra do discipulador são as suas opiniões. Não é necessário nenhum tipo de submissão às opiniões e gostos pessoais do discipulador. Por exemplo: "Use a roupa cor laranja que vc vai ficar bem", mas se você não gosta não deve usar. É apenas uma opnião.


2. O discípulo é aquele que ama a Jesus sobre todas as coisas (Lc 14.26,27)

As relações de discipulado devem ser claramente definidas e estabelecidas

Uma relação ambígua ou indefinida não permite uma edificação genuína. Alguns são discipuladores, mas seus discípulos não sabem que ele os discipula. Sentem-se constrangidos com a relação de discipulado. Jesus sabia quais eram os seus “doze”. Timóteo, Tito, Lucas e Epafras tinham uma relação clara com Paulo, ele sabia que eles eram seus discípulos.

O discipulado não é eterno

Certamente teremos muitos discipuladores no decorrer de nossa vida. João Marcos foi discípulo de Barnabé, Paulo e Pedro (At 12.25;15.37-39; 1Pe 5.13).
O discipulado não precisa, mas pode ser individual

O discipulado é mais produtivo quando não é individual. Não há relatos de encontros individuais de Jesus e os discípulos (2Tm 2.2). Discipular pessoas em grupo permite reunir a riqueza das múltiplas perspectivas.

3. Discípulo é aquele que tem a sua vida totalmente comprometida com o Senhor (Lc 14.33)

Se ao pensar na igreja nos limitamos à reunião e às células, nos enganamos. A nossa edificação passa também pelas reuniões de discipulado.

4. O discípulo é aquele que produz fruto (Jo 15.8)

Dar fruto é uma condição para se tornar discípulo. Na parábola dos talentos, o Senhor não vem buscar aquilo que ele mesmo deu ao servo, mas o lucro que o servo obteve aplicando aquilo que recebeu do Senhor.

5. O discípulo é aquele que é comprometido com outros num amor que envolve sacrifícios (Jo 13.34,35)

Dentro da célula temos os discípulos e os demais membros que são as ovelhas. Apascentar não é discipular, mas cuidar, proteger, alimentar e atender às necessidades das ovelhas. Se tratamos ovelhas como discípulos o resultado é o sofrimento da ovelha e a frustração do líder.

Nunca devemos desprezar as ovelhas que nos foram confiadas, mesmo que elas resistam em se tornar discípulos, pois teremos de prestar contas diante de Deus por cada uma delas. O líder deve sempre levar em conta os níveis ou estágios de maturidade dos membros. Jesus tinha as multidões, os 12 e entre estes, Pedro, João e Tiago. Para cada nível corresponde uma intensidade de acompanhamento e compromisso.

Quem não distingue os níveis na célula se frustra.

6 de out de 2010




Porque você deve particiar de um discipulado ainda em 2010

Uma célula é um grupo constituído de cinco a quinze pessoas, reunindo-se semanalmente para aprender como tornar-se uma família, adorar o Senhor, edificar a vida espiritual uns dos outros, orar uns pelos outros e levar pessoas ao Evangelho.

Cada célula deve ter no mínimo cinco pessoas e não deverá ultrapassar o limite de quinze. Os grupos de Moisés eram constituídos de 10 (Ex 18.21) e Jesus liderou doze. Quinze pessoas são o número ideal de membros para uma célula. Quando atingir esse limite, a célula deve se multiplicar.

1.Onde a célula se reúne?
Apesar de preferirmos residências, uma célula pode se reunir também em empresas (na hora do almoço), em escolas, em salões de festas (de condomínios) e em qualquer lugar onde haja um mínimo de silêncio e privacidade. Só não recomendamos reuniões em bares ou lugares semelhantes. Quando a célula não se reunir numa casa, naturalmente não haverá ali a figura do anfitrião. A maioria das nossas células acontecem em residências.

2.Por que uma célula não pode ter mais de quinze pessoas?
Não há tempo suficiente numa reunião para mais de quinze pessoas receberem ministração e compartilharem no grupo. É muito difícil para um líder, mesmo com um auxiliar, apascentar mais de quinze pessoas. Também, as casas, normalmente, não comportam mais do que quinze pessoas numa sala, para uma reunião.

A razão para se limitar o número de pessoas numa reunião de células tem muito a ver com ?linhas de comunicação?. ?Quando duas pessoas se encontram, existem duas linhas de comunicação. Quando três estão reunidas, existem seis. Se há quatro pessoas reunidas, então temos doze. Se há cinco, o número sobe para vinte, e quando chega a dez, já são noventa linhas de comunicação. Quinze pessoas reunidas resultam em 210 linhas de comunicação, ou seja, a comunicação já não é apropriada?.

3.Cuidado! Isso pode não ser uma célula!
Existem alguns tipos de grupos que não são células. Assim precisamos também saber o que não é uma célula.

a)Grupo de oração
Normalmente esse tipo de grupo é composto de pessoas que têm a seguinte atitude. ?O que esse grupo pode fazer por mim??

b)Grupo de estudo bíblico
O problema deste tipo de grupo é que ele não estimula o compartilhar de necessidade e nem a verdadeira comunhão; pelo contrário, tende a se tornar um grupo restrito e fechado, onde o incrédulo não é bem-vindo.

c)Grupo de discipulado
Este tipo de grupo procura um crescimento espiritual num ambiente fechado e exclusivista.

d)Grupo de cura interior
É um tipo de grupo que usa técnicas da psicologia para buscar cura para os seus traumas emocionais. Todos eles são estéreis, melancólicos e introspectivos.

e)Grupo de apoio
Grupos assim são semelhantes a alcoólicos anônimos: as pessoas se reúnem para falar de seus problemas, vez após vez, semana após semana.

f)Ponto de pregação
Grupos assim têm como deficiência básica o fato de não compartilharem a realidade da vida do Corpo. As pessoas vêm e vão e o grupo é só um ajuntamento.

g)Qualquer grupo com as seguintes características:
Grupo fechado, criado só para as pessoas de um departamento da igreja;
Qualquer grupo que não tenha a multiplicação como objetivo;
Qualquer grupo que não se submeta à liderança geral das células;
Qualquer grupo que seja apenas uma reunião social.
Cuidado! Não se engane! Esses grupos acima não são células!

4. Como é uma célula?
A célula não é um grupo de oração, ainda que a oração seja um dos seus ingredientes básicos. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que a edificação seja forte nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que seja um lugar de restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo básico de cada célula seja a multiplicação. A célula é um pouco de cada um desses grupos.

A célula da igreja pode ser comparada a uma célula do nosso corpo. A célula não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para gerar um corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética.
Nesse contexto, célula é simplesmente uma miniatura da igreja, reunindo-se nas casas. Não existe algo tal como um ministério de células; as células são o lugar onde os ministérios afluem.

A célula é muito maior que a sua reunião. Se a célula só existe no dia da reunião, então não é uma célula, mas apenas um culto caseiro. A célula acontece a semana toda: no supermercado, no shopping, na caminhada, no lazer, nas casas. Sempre que os irmãos se encontram, a célula acontece. A primeira característica da célula é ser comunidade, e não o fato de existir como uma reunião.

a)A célula não é um lugar onde, a cada semana, comparece um grupo diferente de pessoas
Apesar da reunião de célula não ter como objetivo o evangelismo, o visitante será sempre bem-vindo. Na verdade, a célula visa a multiplicação, enquanto a reunião propriamente dita, está voltada para edificação.

Ainda que a reunião não seja evangelística, todo o projeto final da célula visa à multiplicação. Crentes realmente edificados na Palavra são crentes frutíferos. E o lugar adequado para se frutificar é no círculo familiar, na escola, no trabalho. A reunião do grupo funciona como um lugar de treinamento e motivação, para que cada um possa enfrentar, com ousadia, a guerra lá fora.

b)Uma célula possui endereço e dia certo de reunião.
Existem igrejas onde a reunião da célula é feita, a cada semana, na casa de um dos membros do grupo. A nossa experiência, porém, tem demonstrado, que um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade, constância e segurança.

c)A célula se reúne regularmente.
A chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um lugar de reunião, é preciso que o grupo se reúna numa base regular, semanalmente. Nenhum relacionamento sólido e gratificante pode ser construído sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade e de aceitação.

d)A célula é homogênea.
Quando participamos de um grupo que possui as mesmas características gerais peculiares a nós, nos sentimos muito mais à vontade para compartilhar. Em nossa igreja, as células são padronizadas por faixa etária e não por sexo. Assim, temos redes de células de crianças, adolescentes, jovens e casais (mas temos também algumas células mistas).