28 de fev. de 2011

TRIBO DE LEVI OU DA TRIBO DE JUDÁ?




Por muito tempo, temos tratado do assunto louvor e adoração na igreja numa associação ao serviço levítico do tabernáculo de Moisés, Davi e depois do templo de Salomão. Quando chegamos em Ezequiel, uma palavra do Senhor ao profeta, condiciona ao serviço do altar somente os levitas da casa de Zadoque. O templo de Salomão foi destruídos pelos babilônios, reconstruído por Esdras e Neemias, profanado e destruído pelos gregos, reconstruído por Herodes nos tempos de Jesus e início da igreja e novamente destruído, agora pelos romanos. Desde o templo de Herodes e sua destruição, a igreja nunca teve templos em que pudesse ter uma liturgia, a igreja tinha as casas, os restaurantes (cenáculo), e onde pudesse juntar pessoas. Por mais de 300 anos a igreja viveu sem templos, até que no início da chamada idade das trevas, ou idade média, começou-se a levantar estruturas enormes, templos e se incorporar aos cultos os ritos judaicos. Mais de 1000 anos se passaram e a adoração nos templos era feita por rituais e musicas corais, também numa estrutura que reportava ao coral do tabernáculo de Davi. Com a reforma protestante no século XVI, a música na igreja começou a ser mais entoada pela congregação. Muitos dos hinos cantados até o dia de hoje, tiveram suas melodias antes entoadas nas tabernas e a elas foram atribuídas uma letra cristã. E assim, ficamos preservando esta tradição por quase quinhentos anos, por todas as igrejas protestantes, os mesmos hinos tradicionais. Nos séculos XIX e XX, houveram várias ondas de avivamento e essas trouxeram novos hinos, mas a partir da década de 60, começaram a surgir os “corinhos” que tinham uma linguagem mais simples e uma mensagem mais objetiva. No mover desse avivamento surgiram os louvores das Comunidades, e um movimento de restauração do louvor e adoração a Deus através da música. A base bíblica buscada para esta restauração foi o serviço levítico nos tabernáculos e templo de Salomão. E os músicos e cantores foram identificados com esse serviço, formaram-se nas igrejas o “Ministério de louvor” e os músicos e cantores eram e ainda são chamados de levitas. Embora tudo o que tenhamos hoje seja uma realidade histórica, podemos também observar que essa história muda a partir de experiências e compreensões diferentes sob uma ação soberana do Senhor.

Quero hoje, ousar a tentar mudar um paradigma relacionado à essa abordagem levítica da música na igreja. Quero olhar o campo da adoração a partir do rei Davi, que não era levita, mas da tribo de Judá, da mesma linhagem do homem Jesus de Nazaré, através do qual eu fui enxertado na “Oliveira”(Rm 11.17) e pelo qual me tornei, pela fé, filho de Abrão(Gl 3.7, Tg 2.23). Portanto, espiritualmente eu também pertenço à tribo de Judá.!

Por isso, quero entender a adoração por um judeu e não por um levita. Sendo assim, vamos observar o que Davi tem a nos ensinar.

1. Davi era judeu, ou seja, da tribo de Judá (I Sm 16.1-13)

2. Davi era músico,era harpista, não tocava no tabernáculo mas, tocava no curral de ovelhas, e não parecia se importar muito com isso. - Davi conciliava cuidado com as ovelhas e excelência no tanger da harpa, tanto que, ao se procurar um excelente tangedor, Davi era o homem.

3. Davi foi ungido rei ainda novo, recebeu um chamado para pastorear uma nação. Enquanto as coisas não aconteciam, permanecia no curral tocando e cuidando do seu pequeno rebanho, incomparável com os milhares que ele iria cuidar quando governando como rei.

4. Davi foi chamado ao palácio de Saul para tanger as músicas que libertavam Saul da opressão, e o faz como súdito submisso, embora já soubesse que tinha sobre sua cabeça a unção de rei (humildade). (I Sm 16.14-23).

5. Davi pastor, tangedor do rei, ao ver sua nação sendo humilhada por um gigante filisteu, enfrenta o inimigo com coragem e fé no Nome do Senhor. O pastor músico é também um guerreiro! Interessante que também temos um inimigo. (I Sm 17.1-58).

6. Davi é injustiçado e perseguido, foge para as cavernas e lá lidera um grupo que chegou a 400 homens. O pastor e músico, atrai as pessoas. Começa a transição, deixa de cuidar de ovelhas para cuidar de pessoas. É na caverna, na chamada “Fortaleza” que Davi compõe salmos e músicas. Sendo perseguido, vivendo em caverna e discipulando 400 homens de má índole, ele não deixa de tocar e compor. (I Sm 19.1-19, 21.1-22.5, 26.1-25).

7. Davi depois da morte de Saul é levantado rei em Hebrom e sua primeira ação como governante, é trazer de volta a arca da aliança em meio a muita música e festa. Erra na forma, mas conclui o seu propósito em meio à música e dança. ( II Sm 6.1-23)

8. Davi torna-se rei e organiza o serviço do tabernáculo com muita música, orquestra e coral, como nunca se tinha visto antes. Ele não toca no tabernáculo, mas lidera para que haja música excelente no tabernáculo, contribui com suas composições e salmos. Davi é um adorador para além do tabernáculo. Davi aprendeu a adorar no curral, no campo de batalha, na caverna, no palácio e no templo.

9. Davi comete o pecado de adultério e assassinato e essa tragédia pessoal e familiar é transformada em salmos e música. (II Sm 11.1 –12.2 ; Sl 32, 51))

10. Davi deixa um legado espiritual, sobre o qual hoje, somos abençoados e guiados à adoração, através de sua vida e dos salmos que compôs.( II Sm 22.1-23.7)

11. Da linhagem de Davi vem o nosso Salvador, irmão mais velho, Jesus Cristo (Mt 21.9, Jo 7.42). Nele nos tornamos filhos de Deus e herdeiros da promessa. Nele fomos feitos filhos de Abraão pela fé. Nele fomos feitos governo e sacerdócio( I Pe 2.9), não mais na linhagem de Levi, mas na linhagem de Jesus segundo a ordem de Melquisedeque, rei de Salém, (Jerusalém) que ficava em Judá (Hebreus 5.10,6.20,7.1,17).

12. Dentro desta perspectiva meu padrão de adorador é Davi e com seu exemplo eu aprendo as seguintes lições:

1) Para ser adorador não preciso de palco, posso adorar no quarto, na sala, no quintal, no curral.

2) Para ser adorador não preciso viver no “templo” ou do “templo”, posso ser um músico excelente cuidando de ovelhas, na guerra, no palácio ou na caverna, e até no templo, lugar da minha paixão. Posso ser excelente na música tendo outro trabalho ou função.

3) Enquanto não sou chamado para tocar ou cantar no palácio, preciso cuidar com zelo das minhas ovelhas e posso abençoa-las com a excelência do dom que Deus tem me dado.

4) Posso tocar no “palácio” e viver disso, mas não preciso depender disso para viver. Preciso ser flexível e até em períodos de caverna, aprender a viver.

5) Para ser adorador preciso guerrear contra o inimigo e vence-lo e assim provar para mim mesmo que aquilo que eu canto sobre Deus é o que eu creio e o que eu vivo.

6) Posso ser um músico excelente, mas este dom não anula meu chamado e vocação para fazer discípulos, e mesmo nos momentos mais difíceis da minha vida, momentos de caverna, eu vou sobreviver, eu vou vencer, eu vou discipular e vou compor, tocar e cantar.

7) Sendo líder, vou guiar os meus discípulos no caminho da arca, no caminho da presença de Deus. Não estarei na frente deles, sendo visto por eles. Irei à frente deles, sendo seguido por eles.

8) Como adorador e líder, vou ensinar, vou compor, vou inventar, vou organizar, para que o culto, a Celebração, a versão do tabernáculo, tenha o melhor, o mais excelente, uma adoração digna do Senhor.

9) Mesmo na tragédia do pecado, no caminho do arrependimento, tocado pela Graça, quero adorar.

10) Quero ser um adorador desta geração que deixa um legado para as gerações seguintes, fazendo-as através da música e da poesia, olharem e adorarem o Autor e Consumador da fé.

11) Quero como filho de Deus em Cristo Jesus, exercer o meu sacerdócio santo e conduzir através de meu testemunho inúmeras pessoas a poderem entrar no “Santo dos Santos” pelo vivo e novo caminho que é o sangue de Jesus.

12) Quero ser identificado como um filho de Davi, um adorador, pastor, servo, guerreiro vencedor, líder, governante, organizador, discipulador, pecador arrependido, um abençoador de gerações e acima de tudo um instrumento para levar as pessoas à salvação.

Por: PR. RICARDO PARISE

15 de jan. de 2011

Os Recabitas




Por Nívea Soares

[Deixa de preguiça e aprenda mais de Deus]

Em II Reis.10: 1 a 14, lemos acerca da sentença do Senhor sobre a casa de Acabe, como fora profetizado por Elias. A partir do verso 15 até o 28, somos informados sobre a sentença de Deus sobre todos os adoradores de Baal. O verso 15 em específico relata o encontro de Jeú com Jonadabe, filho de Recabe.

Os recabitas eram descendentes de Jonadabe. Jonadabe participou do juízo de Deus contra a idolatria em Israel. Ele fez uma aliança com os seus descendentes: a de jamais beberem vinho, não possuirem vinhas, não edificarem casas, não terem plantações. Eles viveriam no deserto, morando em tendas por todas as suas gerações.

Decorridos duzentos anos, Deus então manda Jeremias provar a fidelidade dos recabitas, oferecendo-lhes vinho na “casa do Senhor” (veja Jr. 35: 2-19).

O vinho, nesse contexto, nos fala das “distrações”, das “confusões” deste mundo. Ou seja, do chamado “mundanismo” – sistema/cultura voltados única e exclusivamente para as satisfações e a felicidade temporária, para a exaltação do “eu”. Os recabitas decidiram fielmente não se envolverem com o sistema mundano. Pelo contrário. Preferiram honrar seu voto ao Senhor por causa da aliança que fizeram.

O modo de vida dos recabitas nos mostra o desapego que eles tiveram com as coisas deste mundo, pois optaram por viver uma vida simples a se contaminarem com a “sociedade” idólatra e sem escrúpulos de Israel dessa época. Eles se separaram para o Senhor.

Assim como aconteceu com os recabitas no relato de Jeremias, o vinho de confusão, muitas vezes, é oferecido na própria “casa de Deus”. E o que parece ser bom, na verdade, é veneno para nós. O falso se parece com o verdadeiro. Falsos mestres e projetos de um evangelho falso. Cuidado!

O Evangelho que prega o egoísmo é uma farsa. Jesus disse: “Daí e dar-se-vos-á… Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia sua cruz e siga-me. ”

Este espírito mundano, “marqueteiro”, que roubar a nossa visão de Deus e Seu Reino.

Temos visto que alguns desejam “fazer coisas para Deus”, mais para estar em evidência, no mercado, que por uma direção do Espírito Santo.

Deus tem requerido desta geração uma separação. Não somos desse mundo. Não podemos nos pemitir se corromper pelo pecado, pelo modo de pensar e agir desse século. Hoje em dia, tudo é tido como “normal”: sexo antes do casamento, homossexualidade, lesbianismo, adultério, pornografia, mentira, corrupção, tirar vantagem dos outros… São coisas que o mundo chama de “normais”. Mas a Palavra de Deus diz que essas coisas são pecado.

Mas como se santificar? Precisamos parar de brincar com o pecado, de fazer concessões a ele e buscar ao Senhor de todo o coração, conhecendo Sua Palavra, buscando ser cheio do Espírito Santo, jejuando, orando, adorando a Ele. Sempre. Assim lemos na Palavra: “Não vos embriagueis com o vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito Santo”. (Veja: Mt. 24:24, I Tm. 4:1 e 2, II Pe. 2: 1-3)

É necessário extirpar a mentalidade mundana, temporal. Assim afirmou Paulo: “Se esperamos em Cristo só nessa vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.(Veja I Cor. 15:19). E ainda: “Sede firmes e constantes sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o nosso trabalho não é vão no Senhor”(I Cor. 15:58).

Ouça a canção me esvaziar de Nívea Soares que fala desse assunto.

15 de dez. de 2010

Clamor Desesperado



Tenho vivido, acredito que uns dos piores dias, se não os piores dias da minha vida. Tenho assistido inerte a minha decadência espiritual. Não sei o que tem acontecido, apenas sei que não encontro forças pra orar, ler a Palavra... enfim... não consigo mais fazer aquelas coisas que nos fazem sobreviver em Deus... ouvir e faler com Deus: Relacionamente.

Tenho persebido que a origem está num determinado pecado que sei bem qual é, mas e daí que sei... sei tanta coisa, mas nada do que sei faz sentido nesse momento.

Espero que seja apenas uma fase e que passe logo. Não aguento mais!
Pra quem estiver lendo, saibam que escrevi essas palavras não pra ouvir sermões, mas pra que vc entre na brecha por minha vida. Esse é um clamor desesperado! O Senhor procurou alguém que se colocasse na brecha e a ninguém achou (Ez. 22). Não é de palavras que preciso... aliás se soubesse o que preciso não escreveria tudo isso aqui me expondo ainda que pela parede da internet.

Temo pelo que o próprio Jesus disse lá em Mateus 7:21. Temo porque expulsei demônios, profetizei, curei enfermos, falei em novas liguas, mas não quero ser apartado do Senhor. Alguém quer?

Alguém poderia falar em reputação. O que preciso não é de aparência! Quem vive disso?! De aparência não se vive, sobrevive.
Como é ruim viver desonhado pelo pecado, indigno, sem moral. Ainda dizem que é difícil viver em santidade. Que mentira do inferno! Difícil é viver no pecado. Isso sim é difícil. Quem já provou da vida de Deus, não se conteta com nada menos que uma vida distante do pecado.

É assim que me sinto nesses dias.

Ah Irmãos! Me ajudem em oração e jejum.

Por APC Leandro

27 de nov. de 2010

Prepare-se para o mercado de trabalho




Normalmente, as empresas selecionam e só
dizem ao candidato se ele foi aprovado ou não.
Ele fica em uma grande angústia, antes e depois da entrevista, se esforça para dar o seu melhore, depois, fica se perguntando
“o que é que deu errado?”.

Perguntas freqüentes em entrevista de emprego:

- Conte alguma coisa sobre você.
- O que você pode fazer por nossa empresa que outro candidato não pode?
- Quais são seus pontos fortes?
- Quais são seus pontos fracos?
- Quanto você foi bem sucedido até aqui?
- Quais são suas limitações?
- Quanto você vale?
- Quais são suas ambições para o futuro?
- O que você sabe sobre nossa empresa?
- Por que você está procurando um cargo em nossa empresa?
- Que qualificações você tem que o fariam ser bem sucedido aqui?
- O que é mais importante para você no trabalho?
- Como você descreveria sua personalidade?
- Quanto tempo levaria para você fazer uma contribuição significativa à nossa empresa?
- Quanto tempo você pretende ficar conosco?
- Você não acha que suas qualificações ou experiência estejam muito acima da posição que temos a oferecer?
- Qual é o seu estilo gerencial?
- Descreva uma situação na qual você teve um problema difícil e como o resolveu.
- Como gerente, o que você procura ao contratar funcionários?
- Você já precisou demitir alguém? Como você abordou a situação?
- Qual a tarefa mais difícil como gerente ou coordenador?
- Descreva algumas tarefas em que você já trabalhou sob pressão.
- Descreva alguma situação de trabalho que o tenha irritado.
- Fale de algum objetivo que você não conseguiu atingir em seu último emprego.
- Você poderia descrever alguma situação em que seu trabalho foi criticado?
- O que você aprendeu nos seus erros?
- Que tendências importantes você antecipa na nossa área?
- Por que você está deixando a empresa atual?
- Descreva o seu ambiente ideal de trabalho.
- Olhando para trás, como você vê sua ex-empresa?
- Como você acha que seus subordinados o vêem?
- O que você acha do seu ex-chefe?
- Com que tipo de pessoas você tem dificuldade para trabalhar?
- Em seu último trabalho, quais foram às realizações mais importantes?
- Por que você ainda não encontrou um novo trabalho, após tantos meses?
- Se eu falasse com seu ex-chefe, o que ele diria sobre seus principais pontos positivos e negativos?
- Quanto você acha que deveria receber para esse cargo?
- Se você pudesse começar tudo de novo o que você faria diferente em sua carreira?
- Que tipo de leitura você aprecia?
- O que mais o motiva?
- Dê dois exemplo de sua criatividade.
- Quais são suas metas a longo prazo?
- Quais as suas atividades de lazer?

Hoje, o mercado está exigindo, cada vez mais competências interpessoais, tais como: liderança, iniciativa e facilidade de relacionamento com os pares.

As organizações precisam de pessoas que, além de conhecimento técnico, tenham como competências essenciais a curiosidade pelo aprendizado, a flexibilidade, a capacidade de adaptação às mudanças, a facilidade no trato interpessoal e o sentido de urgência que o mundo atual nos imprime.

O sucesso e a saúde da organização dependem das pessoas que são selecionadas para nela trabalharem e é importante ressaltar que não existe candidato bom ou candidato ruim. O que existe é o candidato com perfil mais adequado ao cargo e a cultura da organização.

* Washington Sorio é graduado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de Recursos Humanos e diversos cursos de especialização, tanto no Brasil como no Exterior. Possui 12 anos de experiência na direção e gerência de RH, predominantemente em empresas multinacionais, vivenciado grandes processos de turnaround, start up e reestruturação de empresas, implementando políticas, estabelecendo diretrizes e no comando pleno dos subsistemas de RH (washington.sorio@globo.com).

8 de nov. de 2010

Um profeta dessa geração!

9 de out. de 2010

Quem é você?




DISCÍPULO


João 15: 8
As reuniões das igrejas locais em geral se compõem de quatro grupos distintos de pessoas:

O visitante, o freqüentador assíduo, o membro, o discípulo.

O visitante

Essas pessoas não fazem parte do grupo ou da Igreja. O visitante é aquele que vai a uma ou duas reuniões, porque é convidado. Os visitantes são sempre bem vindos porque mostram a saúde daquele grupo. Um grupo saudável, assim como uma igreja, sempre tem visitante.

O freqüentador assíduo
São pessoas que ainda não assumiram compromisso com o Senhor e com os irmãos, mas freqüentam o discipulado ou célula regularmente. Eles gostam de receber oração e apreciam a comunhão, mas quando desafiados ao batismo/ compromisso recuam. Esses possivelmente ainda não nasceram de novo, mas são importantes.

O membro
É aquele irmão que se batizou e que freqüenta o grupo/ discipulado há algum tempo, oito reuniões pelo menos.
Um membro ainda precisa se tornar um discípulo, mas isso só acontece quando ele aceita o desafio de ser um líder em treinamento, um discípulo do líder.

O Discípulo

O discípulo é a pessoa que tomou a sua cruz e segue a Cristo. Membros buscam a própria bênção, mas discípulos são alcançados pelas promessas! Discípulos entenderam que precisam fazer a vontade de Deus.

Um membro se torna discípulo no momento em que aceita se tornar um líder em treinamento. O líder em treinamento é discípulo do líder da grupo. Ser um discípulo de Cristo é caminhar no caminho do vencedor.

1. O discípulo é aquele que é comprometido com a Palavra de Deus (Jo 8: 31)

A base de edificação de um discípulo é o reconhecimento de Jesus como Rei. A partir daí a palavra de Deus é a base de sua vida.

A submissão é a condição básica do discipulado (Hb 13: 17; 2ª Ts 3: 14). Muitos temem abuso de autoridade por parte do discipulador. Mas ele precisa entender que é servo do discípulo e não o dono. Não temos discípulos os discípulos são de Cristo. Um discípulo pode discordar e até debater uma idéia com seu discipulador e mesmo assim manter um coração submisso. A palavra de um discipulador a seu discípulo pode ser em três níveis:

Da Palavra de Deus:
Evidentemente diante da Palavra de Deus a submissão de um discípulo deve ser completa e absoluta. Se um discípulo ignora a palavra de Deus podemos então afirmar que ele é rebelde.

De conselho
O discipulador tem mais experiência e está apto a dar um conselho. Mas ele não pode obrigar o seu discípulo a segui-los cegamente.
Um discípulo, porém, que nunca aceita um conselho do seu discipulador é orgulhoso e auto-suficiente. Apesar dele não ser necessariamente rebelde, não é ensinável e dificilmente pode ser edificado. Por exemplo: "Olha! Eu já vivi essa experiência e não foi agradável, se eu fosse você não faria tal coisa." Isso é um conselho de quem se preocupa.

Da opinião
O terceiro tipo de palavra do discipulador são as suas opiniões. Não é necessário nenhum tipo de submissão às opiniões e gostos pessoais do discipulador. Por exemplo: "Use a roupa cor laranja que vc vai ficar bem", mas se você não gosta não deve usar. É apenas uma opnião.


2. O discípulo é aquele que ama a Jesus sobre todas as coisas (Lc 14.26,27)

As relações de discipulado devem ser claramente definidas e estabelecidas

Uma relação ambígua ou indefinida não permite uma edificação genuína. Alguns são discipuladores, mas seus discípulos não sabem que ele os discipula. Sentem-se constrangidos com a relação de discipulado. Jesus sabia quais eram os seus “doze”. Timóteo, Tito, Lucas e Epafras tinham uma relação clara com Paulo, ele sabia que eles eram seus discípulos.

O discipulado não é eterno

Certamente teremos muitos discipuladores no decorrer de nossa vida. João Marcos foi discípulo de Barnabé, Paulo e Pedro (At 12.25;15.37-39; 1Pe 5.13).
O discipulado não precisa, mas pode ser individual

O discipulado é mais produtivo quando não é individual. Não há relatos de encontros individuais de Jesus e os discípulos (2Tm 2.2). Discipular pessoas em grupo permite reunir a riqueza das múltiplas perspectivas.

3. Discípulo é aquele que tem a sua vida totalmente comprometida com o Senhor (Lc 14.33)

Se ao pensar na igreja nos limitamos à reunião e às células, nos enganamos. A nossa edificação passa também pelas reuniões de discipulado.

4. O discípulo é aquele que produz fruto (Jo 15.8)

Dar fruto é uma condição para se tornar discípulo. Na parábola dos talentos, o Senhor não vem buscar aquilo que ele mesmo deu ao servo, mas o lucro que o servo obteve aplicando aquilo que recebeu do Senhor.

5. O discípulo é aquele que é comprometido com outros num amor que envolve sacrifícios (Jo 13.34,35)

Dentro da célula temos os discípulos e os demais membros que são as ovelhas. Apascentar não é discipular, mas cuidar, proteger, alimentar e atender às necessidades das ovelhas. Se tratamos ovelhas como discípulos o resultado é o sofrimento da ovelha e a frustração do líder.

Nunca devemos desprezar as ovelhas que nos foram confiadas, mesmo que elas resistam em se tornar discípulos, pois teremos de prestar contas diante de Deus por cada uma delas. O líder deve sempre levar em conta os níveis ou estágios de maturidade dos membros. Jesus tinha as multidões, os 12 e entre estes, Pedro, João e Tiago. Para cada nível corresponde uma intensidade de acompanhamento e compromisso.

Quem não distingue os níveis na célula se frustra.

6 de out. de 2010




Porque você deve particiar de um discipulado ainda em 2010

Uma célula é um grupo constituído de cinco a quinze pessoas, reunindo-se semanalmente para aprender como tornar-se uma família, adorar o Senhor, edificar a vida espiritual uns dos outros, orar uns pelos outros e levar pessoas ao Evangelho.

Cada célula deve ter no mínimo cinco pessoas e não deverá ultrapassar o limite de quinze. Os grupos de Moisés eram constituídos de 10 (Ex 18.21) e Jesus liderou doze. Quinze pessoas são o número ideal de membros para uma célula. Quando atingir esse limite, a célula deve se multiplicar.

1.Onde a célula se reúne?
Apesar de preferirmos residências, uma célula pode se reunir também em empresas (na hora do almoço), em escolas, em salões de festas (de condomínios) e em qualquer lugar onde haja um mínimo de silêncio e privacidade. Só não recomendamos reuniões em bares ou lugares semelhantes. Quando a célula não se reunir numa casa, naturalmente não haverá ali a figura do anfitrião. A maioria das nossas células acontecem em residências.

2.Por que uma célula não pode ter mais de quinze pessoas?
Não há tempo suficiente numa reunião para mais de quinze pessoas receberem ministração e compartilharem no grupo. É muito difícil para um líder, mesmo com um auxiliar, apascentar mais de quinze pessoas. Também, as casas, normalmente, não comportam mais do que quinze pessoas numa sala, para uma reunião.

A razão para se limitar o número de pessoas numa reunião de células tem muito a ver com ?linhas de comunicação?. ?Quando duas pessoas se encontram, existem duas linhas de comunicação. Quando três estão reunidas, existem seis. Se há quatro pessoas reunidas, então temos doze. Se há cinco, o número sobe para vinte, e quando chega a dez, já são noventa linhas de comunicação. Quinze pessoas reunidas resultam em 210 linhas de comunicação, ou seja, a comunicação já não é apropriada?.

3.Cuidado! Isso pode não ser uma célula!
Existem alguns tipos de grupos que não são células. Assim precisamos também saber o que não é uma célula.

a)Grupo de oração
Normalmente esse tipo de grupo é composto de pessoas que têm a seguinte atitude. ?O que esse grupo pode fazer por mim??

b)Grupo de estudo bíblico
O problema deste tipo de grupo é que ele não estimula o compartilhar de necessidade e nem a verdadeira comunhão; pelo contrário, tende a se tornar um grupo restrito e fechado, onde o incrédulo não é bem-vindo.

c)Grupo de discipulado
Este tipo de grupo procura um crescimento espiritual num ambiente fechado e exclusivista.

d)Grupo de cura interior
É um tipo de grupo que usa técnicas da psicologia para buscar cura para os seus traumas emocionais. Todos eles são estéreis, melancólicos e introspectivos.

e)Grupo de apoio
Grupos assim são semelhantes a alcoólicos anônimos: as pessoas se reúnem para falar de seus problemas, vez após vez, semana após semana.

f)Ponto de pregação
Grupos assim têm como deficiência básica o fato de não compartilharem a realidade da vida do Corpo. As pessoas vêm e vão e o grupo é só um ajuntamento.

g)Qualquer grupo com as seguintes características:
Grupo fechado, criado só para as pessoas de um departamento da igreja;
Qualquer grupo que não tenha a multiplicação como objetivo;
Qualquer grupo que não se submeta à liderança geral das células;
Qualquer grupo que seja apenas uma reunião social.
Cuidado! Não se engane! Esses grupos acima não são células!

4. Como é uma célula?
A célula não é um grupo de oração, ainda que a oração seja um dos seus ingredientes básicos. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que a edificação seja forte nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que seja um lugar de restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo básico de cada célula seja a multiplicação. A célula é um pouco de cada um desses grupos.

A célula da igreja pode ser comparada a uma célula do nosso corpo. A célula não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para gerar um corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética.
Nesse contexto, célula é simplesmente uma miniatura da igreja, reunindo-se nas casas. Não existe algo tal como um ministério de células; as células são o lugar onde os ministérios afluem.

A célula é muito maior que a sua reunião. Se a célula só existe no dia da reunião, então não é uma célula, mas apenas um culto caseiro. A célula acontece a semana toda: no supermercado, no shopping, na caminhada, no lazer, nas casas. Sempre que os irmãos se encontram, a célula acontece. A primeira característica da célula é ser comunidade, e não o fato de existir como uma reunião.

a)A célula não é um lugar onde, a cada semana, comparece um grupo diferente de pessoas
Apesar da reunião de célula não ter como objetivo o evangelismo, o visitante será sempre bem-vindo. Na verdade, a célula visa a multiplicação, enquanto a reunião propriamente dita, está voltada para edificação.

Ainda que a reunião não seja evangelística, todo o projeto final da célula visa à multiplicação. Crentes realmente edificados na Palavra são crentes frutíferos. E o lugar adequado para se frutificar é no círculo familiar, na escola, no trabalho. A reunião do grupo funciona como um lugar de treinamento e motivação, para que cada um possa enfrentar, com ousadia, a guerra lá fora.

b)Uma célula possui endereço e dia certo de reunião.
Existem igrejas onde a reunião da célula é feita, a cada semana, na casa de um dos membros do grupo. A nossa experiência, porém, tem demonstrado, que um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade, constância e segurança.

c)A célula se reúne regularmente.
A chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um lugar de reunião, é preciso que o grupo se reúna numa base regular, semanalmente. Nenhum relacionamento sólido e gratificante pode ser construído sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade e de aceitação.

d)A célula é homogênea.
Quando participamos de um grupo que possui as mesmas características gerais peculiares a nós, nos sentimos muito mais à vontade para compartilhar. Em nossa igreja, as células são padronizadas por faixa etária e não por sexo. Assim, temos redes de células de crianças, adolescentes, jovens e casais (mas temos também algumas células mistas).